ELEMENTOS PLÁSTICOS – COMPOSIÇÃO



Composição nível sintáctico



Perspectiva:

  • As fotografias apresentam pouca profundidade de campo. A ausência de profundidade é um modo de transformar as fotografias num "lugar" que pode pertencer a qualquer sítio.


  • As imagens são planas, de duas dimensões.

  • Seguem a tradição da representação "em perspectiva" utilizada no Renascimento pelos pintores do Quattrocento: «Arte de representar os objectos sobre uma superfície plana de modo a que esta representação seja semelhante à percepção visual que podemos ter dos objectos.» - JOLY, MARTINE, Introdução à análise da imagem (1909). Lisboa, Edições 70, pag99.



Nascimento de Vénus - Bottecelli








Madonna & Baby - Domenico Veneziano







  • Linhas de Fuga: o olhar direcciona-nos para fora do enquadramento. O olhar dos modelos fotográficos “sai” da fotografia e “chama” o observador, captando assim a sua atenção para o visionamento da mesma, funcionando como linha de fuga.





Tensão:





  • Há tendência de confundir a moldura com os limites do suporte. Isto leva «ao espectador a construir imaginariamente aquilo que não vê o campo visual da representação, mas que no entanto o completa: o fora-de-campo.» - JOLY, MARTINE, Introdução à análise da imagem (1909). Lisboa, Edições 70. pag97.
  • O fora – de – campo actua como um factor de tensão.
  • Clímax da tensão: leitura do texto escrito.





Proporção:

  • O corpo dos fotografados é proporcional.

  • Não existe simetria vertical dos mesmos dentro dos limites do enquadramento da fotografia.













Lei dos terços:





  • As fotografias respeitam a lei de terços, o que lhe confere uma “dignidade” clássica.















Composição nível interpretativo



Ponto de vista físico:




  • O ângulo da fotografia é o chamado “normal, "à altura do homem e de frente". Este dá facilmente uma impressão da realidade e "naturaliza a cena, imitando a visão "natural.
  • O uso de objectiva focal curta: dá maior impressão de naturalidade.


Encenação:


  • A encenação recria as mugshots.

  • Os “modelos carregam” todos os sinais, que fazem com que os identifiquemos com sujeitos pertencentes as classes mais discriminadas. As fotografias são fiéis as imagens mentais que a sociedade tem destes, ou seja ao seus estereótipos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Tantas relações. Muito interessante esta análise.

Merecem 20!*****

bjinhu

Anónimo disse...

parabens!

Bibliografia

  • ALAIN, Gheerbrant e CHEVALIER, Jean (1994). Dicionário dos símbolos / mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Lisboa: Teorema.
  • ARCARI, Antonio (1980). A Fotografia – as formas, os objectos, o homem. Lisboa: Edições 70.
  • BARTHES, Roland (1980). A Câmara Clara. Lisboa: Edições 70
  • FREUND, Gisele (1995). Fotografia e Sociedade (2ª edição). Lisboa: Edições 70.
  • FRUTIGER, Adrian (2001). Sinais e Símbolos, desenhos, projecto e significado. São Paulo: Martins Fontes.
  • JOLY, Martine (1994). Introdução à Análise da Imagem. Lisboa: Edições 70.
  • MUNORI, Bruno (1981). Das coisas nascem coisas. Lisboa: Edições 70.
  • MUNORI, Bruno (2001). Artista e Designer. Lisboa: Ediçoes 70.
  • VOLLI, Ugo (2003). Semiótica da Publicidade – A criação do texto publicitário. Lisboa: Edições 70.

Fontes On-line