INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS





Contextualização


Descrição de elementos secundários

Época:




  • Século XXI

  • Ano 2007: Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (EU).

  • O ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos pretendia sensibilizar a população para os benefícios de uma sociedade justa e coesa.

  • Instituiu iniciativas de sensibilização que tivessem como finalidade combater atitudes e comportamentos discriminatórios e informar os cidadãos sobre os seus direitos e deveres.

  • Abordagem transversal do combate à discriminação, que tinha por objectivo permitir e assegurar a aplicação correcta e uniforme do enquadramento legislativo comunitário em toda a Europa, pondo em evidência os seus princípios essenciais e angariando o apoio activo do público à legislação em matéria de não – discriminação e de igualdade.





Contexto social


Europa:


  • “Eurobarómetro” de 2007 revelou que o racismo e a discriminação eram encarados como um problema grave, por aqueles que viviam na União Europeia.





  • A maioria dos cidadãos europeus observava que a discriminação existia de forma generalizada dentro do seu próprio pais.


  • 51% dos europeus: o seu país não está a desenvolver esforços suficientes para combater a discriminação e gostariam de ter visto esta realidade alterada.
  • A discriminação baseada na origem étnica era a mais comum.


  • Um em cada dois europeus considerava que a discriminação baseada na deficiência e na orientação sexual estava em expansão.


  • A grande maioria dos cidadãos europeus acreditava que ser incapacitado (79%), de etnia Romena (77%), idoso (69%) ou ser de uma etnia diferente (62%) era uma desvantagem na sua sociedade.



  • À excepção de quatro Estados-Membros, na maioria dos países os cidadãos são da opinião de que as pessoas de etnia diferente do resto da população, enriquecem a cultura nacional.

  • Portugal:


    De acordo com O “Eurobarómetro”:



    • Os portugueses não encaravam a imigração com preocupação (3%), ao contrário de 21% dos seus homólogos europeus que salientam a imigração como um problema.

    • Portugal surgiu como o segundo Estado Membro – onde os cidadãos mais defendiam que os imigrantes constituem um contributo importante para o país.

    • Formas de discriminação mais significativas :
      o Discriminação com base na orientação sexual (67%),
      o Origem étnica (61%)
      o Deficiência (60%)
      o Idade (48%)
      o Género (47%)
      o Religião ou crenças (39%)






    • Luta contra: o desemprego, o combate à pobreza e exclusão social, factores que conduzem à discriminação, estavam entre as áreas consideradas prioritárias, pelos portugueses, para intervenção da União Europeia.

    • Apesar da abertura e sensibilização dos portugueses, percepcionada neste estudo, os dados disponibilizados por várias organizações que trabalharam os vários tipos de discriminação indicavam situações graves de desigualdade.




    Aspectos inerentes a personalidades e ao estilo do autor:








    «Não se pode dizer que existam influências. Existe um briefing ao qual tentamos responder da melhor forma.» - Directores criativos de Presos


    «O briefing era muito claro relativamente aos 3 tipos de discriminação. Para a racial escolhemos um negro, para a económica um pobre e para a religiosa um muçulmano – hoje em dia parece que quando vemos um árabe vemos imediatamente um terrorista (como é óbvio, está longe de ser verdade).» -Directores criativos de Presos

    «Tivemos liberdade QB. Não nos podemos esquecer que a Amnistia Internacional é uma marca e, como tal, tem os seus valores, a sua personalidade, o seu tom de voz. Fizemos questão de respeitar tudo isso.» - Directores vriativos de Presos





    Texto escrito:






    «Ele não fez nada. Só está a divulgar o telefone da Amnistia.»


    • Branco:
    • Surge como uma espécie de travão, paragem...
    • Funciona como uma espécie de “congelamento” da leitura errónea que estamos a fazer.
    • Remete para uma calma interior e ponderação.
    • Orienta para a leitura correcta da imagem.
    • «Nada»: está no lugar de um acto criminoso.
    • «Só está a ....»: reforça a ideia de que não praticou nenhum crime.
    • Presente: remetem-nos para um referencial de tempo no passado, pois para os fotografados supostamente estarem nesta situação, serem identificados como presos, teriam que ter feito algo de mal.

    «DISCRIMINAR NÃO É HUMANO.»

    • Vermelho:
    • Funciona como uma chamada de atenção/aviso.
    • Indica que este é um acto brutal (não uma característica humana mas sim animal)
    • Frase negativa: enfatiza a ideia.


    «DENUNCIE.»

    • Vermelho: conota a ideia da força da acção.
    • Frase imperativa:
    • Justifica-se assim o uso de maiúsculas em ambas as orações.
    • O uso do imperativo não tem como objectivo dar uma ordem, mas sim um apelo.
    • Esta apelação também pode ser associada ao regime político vigente: a Democracia.


    • Posição do texto:
    • Ocentrado, e colocado em cima do corpo da personagem funciona como uma espécie de prolongamento da mesma. A sua posição na base da moldura sugere-nos equilíbrio.



      Pose

    • Posião fixa.
    • Segurando uma placa.

    • Recriam-se, assim as mugshots.



    • As personagens apresentam-se de frente com o olhar direccionado para a objectiva, dando a ideia de estar a confrontar o espectador.


    • Enfrentar “olhos nos olhos” o espectador dá a sensação de existir uma relação interpessoal, instaurada entre um "eu", o modelo e um tu "o espectador".


    • Tipo de adesão solicitada é o desejo de diálogo e de resposta a uma injunção.

    2 comentários:

    Anónimo disse...

    adoro a disposição da pagina, bom trabalho

    Anónimo disse...

    Que interessante. As plavras sempre querem dizer + qualquer coisa. Tb gosto do dsign da página. Parabens as alunas de C.C.

    Bibliografia

    • ALAIN, Gheerbrant e CHEVALIER, Jean (1994). Dicionário dos símbolos / mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Lisboa: Teorema.
    • ARCARI, Antonio (1980). A Fotografia – as formas, os objectos, o homem. Lisboa: Edições 70.
    • BARTHES, Roland (1980). A Câmara Clara. Lisboa: Edições 70
    • FREUND, Gisele (1995). Fotografia e Sociedade (2ª edição). Lisboa: Edições 70.
    • FRUTIGER, Adrian (2001). Sinais e Símbolos, desenhos, projecto e significado. São Paulo: Martins Fontes.
    • JOLY, Martine (1994). Introdução à Análise da Imagem. Lisboa: Edições 70.
    • MUNORI, Bruno (1981). Das coisas nascem coisas. Lisboa: Edições 70.
    • MUNORI, Bruno (2001). Artista e Designer. Lisboa: Ediçoes 70.
    • VOLLI, Ugo (2003). Semiótica da Publicidade – A criação do texto publicitário. Lisboa: Edições 70.

    Fontes On-line